21/06/2015

Resenha: A Ilha dos Dissidentes - Bárbara Morais

Saga: Anômalos
Ano de lançamento: 2013
ISBN: 9788582350751
Páginas: 303
Editora: Gutenberg
Nota: ★★★★

No ano passado como a maioria de vocês devem sabem, aconteceu a Bienal do livro de São Paulo, onde comprei muitos livros, conheci vários escritores e blogueiros, e tive uma das minhas experiências mais divertidas com a Mylena.

Nessa bienal tive a chance de conhecer a Barbara Morais (alguns a chama de Bells), a criadora do blog Nem Um Pouco Épico e ganhei o autógrafo dela. A Ilha dos Dissidentes é o livro de estreia da autora, sendo o primeiro de uma trilogia chamada Anômalos. É um livro que é a mistura de X-Men com espiões e um clima de guerra mundial, é uma das distopias mais geniais que já li.

A mais ou menos trezentos anos atrás, um tratado para determinar o uso dos recursos naturais. O acordo foi assinado na região de Kali onde começou a Guerra Vermelha. Essa guerra dividiu o planeta em duas nações, a União e o Império do Sol. Durante essa disputa os dissidentes (habitantes do Império do Sol) usaram armas biológicas e químicas para atacar a União e como contra-ataque a União usou armas nucleares. Por causa da guerra as pessoas desenvolveram mutações e foram isolados das outras pessoas e receberam o nome de Anômalos.

O livro é narrado por Sybil Varuma, uma adolescente que vivia em Kali, até passar pelo programa de refugiados. O navio chamado Titanic III náufraga, matando todos refugiados, exceto Sybil e ela acaba descobrindo que tem uma mutação e é mandada para Pandora, um cidade onde vive apenas pessoas anômalos e se adaptar a nova família, com o conforto e não terá a preocupação de ser morta por bombas.

Na cidade nova Sybil é recebida por uma família adotiva, sua nova mãe é Rubi, mãe biológica de Tomás e dividi a casa com o melhor amigo Dimitri. A garota começa a frequentar a escola, se deliciar com comidas novas e tem uma vida de adolescente normal com outros anômalos.


Os anômalos sofrem muito preconceito por serem diferentes, as pessoas normais não gosta da convivência com eles e os mutantes tem que frequentar lugares diferentes das outras pessoas, onde tiver o A cortado é proibido a entrada dos anômalos. Quando Sybil se toca, ela fica incrédula com a situação.

[...] "E então começo a notar o que nossas vestes amarelas significam: as pessoas mudam de calçada para não passar perto, as mães escondem as crianças, os vendedores ambulantes se afastam. Temos portas, lojas, bebedouros, banheiros e vagões de metro diferentes. Temos cidades diferentes. Precisamos de autorização só para ir de local a outro. É como se fôssemos portadores de alguma doença contagiosa, transmitida pelo ar ou pelo toque." (pagina 147)
A narrativa da Bells é deliciosa e rápida, a leitura é bem fluida, tem uma escrita muito leve e bastante profissional para um livro de estreia. O livro prende o leitor e alem de ele ter uma historia muito diferente e tratar de assuntos que convivemos, como o preconceito é INCRÍVEL! Barbara tem muito talento e acho que vai bobar, ainda mais do que já  bombo!


A protagonista tem uma personalidade forte e independente, como  na maioria dos livros distópicos. O que a autora errou, foi na construção da personagem, ela passa por várias coisas traumatizastes, depois parece que ela esqueceu de tudo e fica uma personagem muito superficial. Até os personagens ao redor de Sybil foram mais desenvolvidos.


Mas mesmo tento alguns problemas, o livro é muito bom para deixar de lado. Se você estiver procurando uma distopia com ação, que aborda temas que presenciamos e com pessoas especiais, eu recomendo muito A Ilha dos Dissidentes. A serie já tem o segundo livro publicado, se chama A Ameaça Invisível. Palmas para a Barbara porque ela merece!!!


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Um comentário:

  1. Ooi, Art!

    Já ouvi falar desse livro, e como adoro distopias, já está na lista <3
    Ele parece ser super interessante (e a autora uma fofa :3).


    Beijos,
    Tia War
    http://voceetaolivro.blogspot.com.br/

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